
1 - Conhecer
(Investigação Inicial)
Antes de qualquer movimento, é preciso escutar. O processo de conhecer é o ponto de partida de todo o trabalho: o momento em que ciência, sensibilidade e escuta se encontram para compreender quem é o sujeito que chega: sua história corporal, suas condições de saúde, seus contextos e suas formas de estar no mundo. Mais do que uma coleta de dados, essa etapa constitui um ato ético: o primeiro gesto de cuidado.
Aqui, o exercício começa a se desenhar a partir de um trabalho conjunto, em que o praticante traz suas vivências, percepções e demandas, e o profissional oferece o conhecimento técnico para transformar essas informações em possibilidades reais de ação. Esse desenho é colaborativo e em processo: pode (e deve) ser revisitado à medida que o corpo muda, que as condições se transformam e que novas necessidades surgem.
Conhecer, portanto, não é um momento único, mas uma atitude contínua de escuta, interpretação e reorientação do cuidado. Nesse sentido, as informações são atualizadas a cada encontro, a cada mudança, a cada percepção nova e, com isso, a anamnese se torna uma escuta em movimento — viva, revisitada e restauradora.
Quando necessário, parâmetros objetivos (como medidas corporais e sinais fisiológicos) são coletados de modo criterioso e contextualizado, não como fim em si, mas como apoio ao processo de cuidado.
Essa etapa inicial inclui:










